quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Vela pra iluminar
Pipoca pra lavar
Rosa pra entregar
Toda fé, todo amor, todo axé
Energia pra renovar
Força pra (re)começar
Fé pra acreditar


Que todo vento bom sopre
Que todo pensamento bom acorde
Do mesmo jeito que se move o ciclo sem fim

Que ventos movam moinhos
Que pensamentos tenham poder de revolução
A casca amadurece e a alma vira amplidão(...)



terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Eu não saberia te dar um codinome.
O beija-flor certamente anunciaria o riso que me
sorri, os braços onde moro, a boca em que me deleito, o corpo que é meu céu.
Dos lençóis iriam emergir os sussuros, as juras, os sentimentos entregues, as
lembranças.
As paredes deixariam escapar os sonhos que se repetem e alimentam
o desejo de ontem.
Dos meus olhos escorreriam a saudade, a angústia, a vontade de percorrer
cada segundo já conhecido.
Da minha boca ressoariam promessas e planos, que foram guardados
nos mesmo lençóis, nas mesmas paredes, nos mesmos olhos, no mesmo coração.
Coração que gritaria em amplitude ao universo a magnitude do que não cabe..

Escrevo porque transborda, porque não cabe. Escrevo porque é preciso gritar, o que não tem voz. Escrevo pra aliviar, pra esquecer, pra lembrar. Pra eternizar. Éter na mente, escrever o que se sente. Pra traduzir, pra converter, inverter e reverter. Porque o universo cabe em mim e escorre pelas mãos..Porque não cabe.