Eu não saberia te dar um codinome.
O beija-flor certamente anunciaria o riso que me
sorri, os braços onde moro, a boca em que me deleito, o corpo que é meu céu.
Dos lençóis iriam emergir os sussuros, as juras, os sentimentos entregues, as
lembranças.
As paredes deixariam escapar os sonhos que se repetem e alimentam
o desejo de ontem.
Dos meus olhos escorreriam a saudade, a angústia, a vontade de percorrer
cada segundo já conhecido.
Da minha boca ressoariam promessas e planos, que foram guardados
nos mesmo lençóis, nas mesmas paredes, nos mesmos olhos, no mesmo coração.
Coração que gritaria em amplitude ao universo a magnitude do que não cabe..
Assinar:
Postar comentários (Atom)
1 comentários:
Benditos sejam esses lençóis-relicário. E que o que nele foi guardado, seja infinito, intenso, e que não seja alado, mas te torne alado.
Postar um comentário